Outro Bandido Volta a Atacar na Presidência do Congresso

Waldir Maranhão, que assume a presidência da Câmara / Foto - Gustavo Lima - Câmara dos Deputados
Waldir Maranhão, que assume a presidência da Câmara / Foto – Gustavo Lima – Câmara dos Deputados

Sinto-me enojado com a nova figura na presidência da Câmara dos Deputados, com o Governo Dilma e do PT, com o futuro governo, composto de outros bandidos aproveitadores, e principalmente, com todos os brasileiros que são capazes de defender seus corruptos favoritos com unhas e dentes, como se eles tivessem de fato, qualquer comprometimento ou direito à ‘Res’ Pública (coisa, razão, causa, motivo, dinheiro público) no Brasil.

Prestes a tirar sua Presidente e seus 150 mil empregados diretos do Partido dos Trabalhadores, e colocar vários bandidos novos, que respondem a processos onde evidentemente são culpados por corrupção ativa e uma infinidade de outros crimes administrativos e sociais, o Brasil enfrenta agora, mais um momento de total falta de comprometimento com o país.

Por causa de um apoio a uma vaga no Senado nas próximas eleições,  o Deputado Waldir Maranhão (PP-MA) assumiu a presidência da Câmara e com uma canetada absolutamente vendida, resolveu impugnar tudo o que já foi feito em relação ao processo de impeachment.

Em sua segunda legislatura como deputado federal, Maranhão foi indicado para a primeira vice-presidência da Câmara por Cunha, de quem é aliado. Mas, na véspera da votação pelo impeachment de Dilma Rousseff, decidiu mudar de posição e votar com o Governo, ao ser pressionado pelo Governador de seu Estado, Flávio Dino.

Governistas afirmam que, em troca, ganhou o apoio para concorrer a uma vaga ao Senado na próxima eleição (e sabe mais ‘o quê’ ou ‘quanto’ recebeu pela mudança radical de posição e aliados).

“Fechamos questão. Vamos defender a nossa presidenta e salvar o Maranhão”, disse ele, em um vídeo em que explicou sua decisão, contrariando a posição de Cunha.

Um dos principais argumentos desse novo canalha que fez hoje a Bolsa de Valores cair, o dólar subir e a especulação financeira correr solta no mercado  de valores no Brasil, é justamente o de que os deputados não poderiam ter ‘fechado questão’ sobre o impeachment, ou seja, exatamente o que ele disse que fez no mesmo caso.

Faz uns 12 meses que o Brasil parou para os políticos usarem o resto do dinheiro que ‘não existe’ no cofres brasileiros, para comprar outros políticos e continuarem no poder.

O PSDB que vendeu a CPI da Petrobrás contra o PT, porque também é bastante encontrado nas listas das empreiteiras, e citado nas propinas das Estatais brasileiras, já está no próximo governo, feito pelo mais bandido dos partidos, o PMDB, que junto com DEM, PR, PP estão quase por ‘tomar o Brasil’ … enfim … todos os partidos que participam do presente governo ou do futuro, estão absolutamente preocupados com suas próprias vidas, não com o Brasil.

Tirar a primeira leva de bandidos do poder, era de fundamental importância, a começar por todos que estão envolvidos na Lava-jato.

Contudo, a todo dia, somos surpreendidos pela total falta de Ética e respeito aos cidadãos do Brasil, com o aparecimento de mais bandidagem de décima categoria.

E o nome do capeta do dia, é Waldir Maranhão.

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Paul Sampaio, perfil, 1  Paul Sampaio – Autor


Saiba mais sobre a nova criatura na Presidência do Congresso Brasileiro na matéria do El Pais.

A propina da Petrobras também alcança Waldir Maranhão, o novo presidente da Câmara

EL PAIS – Deputado Waldir Maranhão (PP-MA) assume a presidência da Câmara e se tornará o segundo na linha sucessória da Presidência, no caso de impeachment

TALITA BEDINELLI – A. BENITES – São Paulo / Brasília 5 MAI 2016 – 16:30 BRT

Sai um réu da Lava Jato, entra um investigado. O afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara dará lugar ao deputado Waldir Maranhão (PP-MA), que também é alvo do inquérito que investiga o esquema de desvio de dinheiro da Petrobras. Ele foi citado pelo doleiro Alberto Youssef como um dos beneficiados pelas propinas pagas em troca de contratos com a petroleira.

Em sua segunda legislatura como deputado federal, Maranhão foi indicado para a primeira vice-presidência da Câmara por Cunha, de quem é aliado. Mas, na véspera da votação pelo impeachment de Dilma Rousseff, decidiu mudar de posição e votar com o Governo, ao ser pressionado pelo Governador de seu Estado, Flávio Dino. Governistas afirmam que, em troca, ganhou o apoio para concorrer a uma vaga ao Senado na próxima eleição. “Fechamos questão. Vamos defender a nossa presidenta e salvar o Maranhão”, disse ele, em um vídeo em que explicou sua decisão, contrariando a posição de Cunha. No dia da votação, entretanto, ele direcionou-se ao então presidente da Câmara: “Quero dizer, presidente querido, que continuarei sendo leal a sua pessoa como presidente da Casa”.

Formado em medicina veterinária, ele foi reitor da Universidade Estadual do Maranhão, além de secretário estadual de Ciência, Tecnologia, Ensino Superior e Desenvolvimento Tecnológico, na governo de Roseana Sarney (PMDB) em seu Estado. Nesta quinta, ele já usava o gabinete de Cunha, conforme mostrou foto publicada pela Folha de S.Paulo, mas não quis presidir a sessão do dia. Ele encerrou os trabalhos logo depois de abri-los e cortou o microfone. Acabou acusado por governistas de querer evitar as falas que comemoravam a saída de Cunha.

Num momento em que o Governo fala em tentar anular a decisão do impeachment da Câmara pois Cunha estaria desqualificado para a função, a ascensão de Maranhão à presidência não significa nenhum refresco para Dilma, ainda que tenha conseguido um voto contra o impeachment por parte de Maranhão. Isso porque há poucas chances de que a decisão pró-impeachment, tomada pela Casa, seja revertida no Supremo, como quer o Governo. Além disso, ainda não está claro se ele permanecerá por um tempo mais longo à frente da presidência, já que aliados do vice-presidente, Michel Temer, estão costurando um acordo para tentar acomodar um nome mais próximo ao grupo dele por meio de uma nova eleição.

Além de ser investigado na Lava Jato, Maranhão é alvo de outros dois inquéritos do Supremo Tribunal Federal, de 2013, que investigam o desvio de recursos de fundos de pensão e lavagem de dinheiro. Além disso, ele teve as contas da campanha de 2010 rejeitas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão por recebimento de recursos de fonte não identificada – ele recorreu, mas o tribunal manteve a decisão. Em outro processo, também no TRE, ele é investigado por captação ilícita de recursos.

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